Hoje, uma liderança mais
participativa aumenta as chances de levar uma pequena empresa ao sucesso.
“Mas, ainda existem líderes que acreditam que a liderança tem que ser por
conflito. Sendo que os efeitos de um mau líder podem acabar com uma empresa e
destruir uma equipe”, explica Sônia Garcia, headhunter da De Bernt Entschev.
Para Eduardo Carmello, diretor da
Entheusiasmos Consultoria, há três áreas em que um empreendedor pode se
aperfeiçoar quando o assunto é gestão de pessoas: orientação estratégica,
engajamento e capacitação do talento. “Nas PMEs, eles têm uma dificuldade de
ter uma gestão de pessoas, pois o jeito da empresa está ligado ao jeito do
dono”. Com a ajuda de Sônia, Carmello e
Alexandre Rangel, sócio-fundador da Alliance Coaching, Exame.com listou os
principais erros que donos de pequenas empresas cometem.
Não ser claro nas ordens
Um bom líder precisa repassar os
objetivos estratégicos de forma clara para os seus funcionários. Um dos
principais erros que os chefes cometem e acabam o distanciando da sua equipe é
não esclarecer o que precisa ser feito e o que é realmente prioridade.
Para Carmello, outra cena comum é
o empreendedor dizer uma coisa e fazer outra. “Além de não ter
clareza, dita uma série de regras, mas na hora de fazer, ele acaba não
fazendo”, diz.
Somente cobrar
Para ser um bom gestor de
pessoas, o empreendedor tem que comandar bem e ter controle sobre o que está
sendo feito ou não. Entretanto, é comum que pequenos empresários se deixem
levar pela ansiedade. “Na hora que a equipe mais precisa de uma instrução
ou de um esclarecimento, o gestor está longe. Mesmo sabendo da dificuldade, ele
só está lá para cobrar”, explica Carmello. Para Rangel, a equipe se sente mais
próxima do chefe quando há uma orientação de perto.
Não incentivar a capacitação
Hoje, o que motiva um funcionário
a crescer dentro de uma empresa, independente do porte, é a oportunidade de se
aprender algo novo. “Com falta de apoio do gestor, ele começa a se desconectar
e pensa ‘dou meu sangue e não estou apreendendo nada’”, explica Carmello. Nesse
sentido, o gestor acaba eliminando a capacidade do funcionário. O recomendável
é fazer um levantamento rápido entre os funcionários para saber como a empresa
poderia ajudar em treinamentos ou cursos especializados.
Ignorar o feedback
Como a relação entre o dono e os
funcionários é um pouco mais próxima nas pequenas empresas, algumas práticas
são deixadas de lado. “É inacreditável como os gestores não dão feedbacks, há
uma dificuldade enorme”, afirma Sônia.
Para Rangel, além de criar um
vínculo de confiança, o feedback é importante porque as pessoas querem saber se
estão indo bem ou não. Vale lembrar que é possível fazer críticas, mas sem
ofender o outro lado.
Ser muito centralizador
Ser o único a tomar decisões ou
tentar resolver todos os problemas sozinho é típico de um empreendedor. Mas, o
ideal é que os líderes deleguem mais e busquem diferentes soluções com a sua
equipe. Dessa maneira o funcionário se sente mais motivado e desafiado dentro
do negócio.
Rangel afirma que o discurso “não
fez nada mais do que a obrigação” está ultrapassado, e para incentivar a
inovação dentro de sua empresa é preciso compartilhar determinadas
informações.
