Lidar com os profissionais da
chamada geração Y vem sendo um grande desafio para os departamentos de recursos
humanos das empresas. A dificuldade está em como motivar essas pessoas, que
cresceram já sob influência da internet e têm na inconstância, e na inquietude,
algumas de suas marcas registradas.
Com o passar dos anos, a grande
massa de profissionais dessa geração vem alcançando cargos de gerência nas
corporações e, em paralelo a esse movimento, novas técnicas vem sendo propostas
para a gestão da carreira desses profissionais. Durante evento de treinamento e
desenvolvimento mundial promovido pela ASTD,que ocorre anualmente nos Estados
Unidos,um dos novos temas mais discutidos foi a “Gameficação” aplicada à gestão
estratégica de pessoas.
Para quem não conhece o termo,
Gameficação, (ou Gamefication, em inglês) significa o uso dos conceitos e da
mecânica utilizada nos “games” para solucionar um determinado problema, ou
alcançar um objetivo esperado. Entre as técnicas, estão o estímulo à competição
e/ou a colaboração, a utilização de símbolos e recompensas e também o uso de
enredos e narrativas para estimular o desenvolvimento de tarefas comuns.
Tais técnicas já vem sendo
amplamente utilizadas pelas empresas para fins comerciais, em especial para a
fidelização e engajamento de consumidores. A tendência ganhou ainda mais força
com a evolução tecnológica e o surgimento dos aplicativos para dispositivos
móveis, que permitiram às empresas estar cada vez mais perto de seus clientes
(mais precisamente dentro de seus celulares), estimulando-os a baixarem seus jogos
e interagirem constantemente com sua marca.
Dentro da gestão de pessoas, o
que vem se percebendo é que a Gameficação, apesar da grande resistência em
tratar algo até então considerado muito sério e sofisticado como uma
“brincadeira”, cai como uma luva nos processos de gestão de desempenho dos
profissionais da geração Y. Crescidos sob influência dos videogames e da
agilidade proporcionada pela internet, esses profissionais são acostumados a
conviver com a competição, e até são motivadas por ela.
No Brasil, a tendência ainda
engatinha, mas é natural que ela também ganhe força nos próximos anos. Cabem às
empresas e profissionais de RH começarem a se acostumar com a ideia de
transformar metas em “fases”, que precisam ser superadas uma de cada vez para
que o profissional conquiste seus “escudos”, que são trocados por bônus no
final do ano. Ou a chamar o campeão do departamento de vendas de “Vendedor
Ninja”, por exemplo. É esperar para ver.
