quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Veja algumas frases que podem causar ruído durante a entrevista

Você tem um currículo interessante, demonstrou ter todas as competências exigidas para a vaga, mas no fim da entrevista deixou escapar uma frase que pôs tudo a perder?

De acordo com Felipe Brunieri, gerente de finanças da Talenses, não é raro que um candidato seja desqualificado por conta de uma declaração infeliz - mesmo que tenha ido bem em todas as outras etapas da seleção.

“O peso de uma frase mal colocada é muito grande para um recrutador”, alerta ele. "A impressão causada na entrevista corresponde a aproximadamente 50% da nota final”, estima Brunieri.

Ele aconselha prestar atenção à escolha das palavras e, sobretudo, ao tom de voz. “Às vezes, o que mais impacta o recrutador é a forma de falar”, comenta.


A seguir, veja algumas frases que causam ruído numa entrevista de emprego, na opinião de três especialistas:

“Meu antigo emprego era horrível.”

Falar mal do empregador ou dos colegas do passado soa muito mal aos ouvidos do recrutador. “Além de ser anti-ético, dá a impressão de que o candidato é uma pessoa agressiva e intolerante”, afirma Brunieri.

“Todo mundo costuma elogiar o meu trabalho.”

Não é proibido mencionar feedbacks positivos que você já recebeu. Mas a autoconfiança pode beirar a arrogância. Segundo Brunieri, o candidato que não cuida do tom das suas afirmações sobre seu próprio desempenho pode parecer antipático ou avesso ao trabalho em equipe.

“Odeio / detesto / não suporto tal coisa.”

Brunieri recomenda evitar palavras com carga negativa muito forte. “Frases muito carregadas podem dar a ideia de que você é inflexível e agressivo”, afirma.

“Tipo / cara / meu / animal / etc.”

Frases recheadas de gírias também não costumam soar bem. “É preciso um mínimo de formalidade e distanciamento, sobretudo num primeiro momento”, diz Brunieri
"Qual é o salário?" 

Indagar sobre remuneração de forma muito direta ou apressada é outro risco. “É bom ter calma e escutar a proposta antes, ou você dará a entender que só quer o emprego pelo dinheiro”, afirma a coach Débora Monique.

“Meu problema é que sou perfeccionista e trabalho muito.” 

Recrutador nenhum acredita num candidato que diz que seu pior “defeito” é ser dedicado demais. Além de ser pouco honesta, essa declaração transmite falta de autoconhecimento, segundo Luís Arrobas, sócio da 2GET.


“Não faço questão dessa vaga.”

Mesmo que você tenha recebido outra proposta melhor, demonstrar completo desinteresse pela vaga que você vai declinar pode ser ruim para o seu futuro. “Declarações assim fecham portas”, diz Brunieri.


Retirado de: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/7-frases-proibidas-numa-entrevista-de-emprego

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Conhecimento dos pais pode ajudar a carreira dos filhos?

Segundo uma pesquisa do LinkedIn, realizada com 15.026 adultos em 13 países, grande parte dos profissionais acreditam que os pais possuem conhecimentos que podem ser importantes na carreira dos filhos.
De acordo com a  pesquisa, 72% dos profissionais no Brasil acreditam que os pais podem passar habilidades que beneficiariam suas carreiras, enquanto apenas 47% dos pais concordam com tal afirmação.
Outro dado apontado pela pesquisa é o fato de que, embora  dois terços dos pais não entendam muito bem a vida profissional dos filhos, 94% deles se sentem orgulhosos por suas conquistas. Quando perguntados sobre as habilidades que possuem e que poderiam ser compartilhadas, liderança e negociação aparecem mais entre pais, enquanto organização aparece mais entre mães.
“Os pais têm potencial para contribuir significativamente na vida profissional de seus filhos, mas esse conhecimento não está sendo passado para a geração mais nova. Entre os principais motivos, estão o desconhecimento sobre a vida profissional dos filhos e a sensação de que o mundo mudou tanto, que a sabedoria que tinham já não é mais válida”, afirma Fernanda Brunsizian, Gerente de Comunicação sênior do LinkedIn.
Além disso,  69% dos pais acham que impactaram diretamente a carreira dos filhos. As principais formas de impacto mencionadas foram apoio financeiro durante a educação (65%), conselhos profissionais (58%) e moradia (50%).

Entretanto, de acordo com 87% dos pais, eles já receberam um agradecimento de seus filhos pela ajuda concedida em suas carreiras, sendo que 50% diz ser agradecidos regularmente.
Retirado de: http://exame.abril.com.br/blogs/blog-da-voce-sa/2014/09/19/para-72-das-pessoas-o-conhecimento-dos-pais-e-importante-na-carreira/

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Trabalho precisa de amor?

Em 2005, Steve Jobs fez um discurso emocionante para 23.000 alunos da Universidade Stanford, na Califórnia, numa cerimônia de formatura. De lá para cá, o vídeo do evento já foi assistido mais de 20 milhões de vezes no YouTube.

Em determinado momento de sua fala, Jobs crava: “Você tem de encontrar o que você ama. A única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que faz. Se você ainda não encontrou, continue procurando, e não se acomode”.

O texto do genial fundador da Apple serviu como um grande reforço para a ideia de que associar trabalho à satisfação é um componente essencial do sucesso. Muita gente toma esse raciocínio como verdade absoluta, mas ele não explica algumas questões.



Por exemplo: o que fazer com os milhões de profissionais que são ótimos fazendo um trabalho que detestam? E como explicar aqueles que adoram o que fazem, mas têm um desempenho ruim? Talvez seja preciso investigar melhor o discurso da paixão pelo fazer.

Foi o que fez Cal Newport, professor de ciência da computação na Universidade de Georgetown, em Washington. Em 2010, ele ficou obcecado pela ideia de responder a uma pergunta simples: “Por que algumas pessoas acabam amando sua carreira e outras não?”. O professor foi investigar profissionais que faziam o que amavam nas mais variadas atividades — agricultores, músicos, roteiristas, investidores de risco, programadores.

Cal tinha a tese de que seguir uma vocação inicial não era exatamente o caminho mais eficaz para ter amor pelo trabalho. O resultado da investigação está no livro So Good They Can’t Ignore You(“Tão bom que eles não podem ignorá-lo”, numa tradução livre, inédito no Brasil, 26 dólares na Amazon).
“Essa premissa do faça o que você ama é muito sedutora, mas é falsa porque a maioria das pessoas não é programada para amar determinado tipo de trabalho”, diz Cal.

Ao estudar pessoas que acabaram apaixonadas pela carreira, o professor percebeu que na maior parte dos casos o amor pelo trabalho se desenvolve ao longo do tempo, conforme as pessoas moldam a vida profissional de maneira significativa. O processo de construção seria, portanto, mais importante para a satisfação do que a escolha inicial com base em uma suposta preferência.

A opinião de Cal é semelhante à de outros especialistas como Rafael Alcadipani, professor da Fundação Getulio Vargas de São Paulo. “Os motivos para uma pessoa ficar insatisfeita com o trabalho são diversos, mas a satisfação raramente tem a ver com alguma inclinação preexistente”, afirma Rafael.

Amar o ofício talvez seja mais simples para quem ocupa um cargo de destaque ou tem um negócio de sucesso — o que explicaria a crença de Steve Jobs. Mas, para grande parte dos trabalhadores mortais, a relação entre prazer e fazer é mais conflituosa. “Para a maioria das pessoas, a possibilidade de fazer o que ama é limitada pela obrigação de ter de ganhar dinheiro para sobreviver”, diz Rafael.

As biografias de Jobs mostram que o plano inicial dele e de seu sócio, Steve Wozniak, era vender 100 placas de circuito para uma loja local de informática em Mountain View, na Califórnia.

A expectativa era ter um lucro de 1.000 dólares. Jobs entrou descalço no local e ofereceu as placas. O empresário recusou, mas disse que tinha interesse em 50 computadores completos, uma novidade na época. E pagaria 500 dólares cada um. O acordo foi fechado, e assim surgiu a Apple Computer.

Nessa fase da vida, Jobs estava meio desnortea­do em relação à própria carreira. Tinha largado os estudos e passava boa parte do tempo meditando. Se ele tivesse seguido o conselho que deu aos formandos de Stanford, talvez não tivesse criado a Apple, mas algum templo zen.

O principal problema é que amar o trabalho tornou-se praticamente uma obrigação nos últimos anos, como se fosse o único caminho para o sucesso. “Há um romantismo ingênuo”, diz Eduardo Ferraz, consultor de gestão de pessoas e autor do livro Seja a Pessoa Certa no Lugar Certo(Gente, 25 reais). “Parece uma falha moral a pessoa trabalhar para sobreviver.”

Há quem defenda que a busca de uma atividade que proporcione prazer é positiva quando incentiva alguém a deixar um emprego ruim ou a experimentar mais na carreira. Mas em ouvidos errados pode ser um conselho perigoso. Uma má interpretação dessa ideia pode levar a uma escolha de carreira pouco planejada, como calcular mal a remuneração ou a carga de trabalho de um emprego tido como ideal.

“Pode ser frustrante quando a pessoa não encontra o trabalho perfeito”, diz Cal. Mais importante do que trabalhar com o que se ama é pensar em fazer algo que pode gerar crescimento e, eventualmente, satisfação. “Às vezes, não conseguimos começar fazendo o que amamos, mas temos de ter foco para encontrar o que nos faz crescer e, então, nos aproximarmos do que nos faz feliz profissionalmente”, diz Guilherme Gatti, diretor de marketing para a América Latina da FedEx, empresa de logística, de São Paulo.

Boa parte do discurso da paixão pela profissão traz embutida uma imagem estilizada de trabalho, em geral mais agradável do que a realidade cotidiana. O profissional supõe que em um trabalho prazeroso será mais fácil ser feliz ou ficar rico, o que nem sempre é verdade.

“Acho que é preciso questionar mais esse modelo de felicidade e buscar relações de trabalho melhores”, afirma Bárbara Castro, socióloga e professora da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, que questiona até que ponto esse trabalho ideal pode virar um meio de sustento concreto.

“A pessoa não precisa se resignar e ficar em um trabalho infeliz para sempre, mas precisa ser crítica quanto às possibilidades de mudança de profissão”, diz Bárbara.

A importância do esforço

Acreditar no sucesso pela paixão tem também o problema de diminuir a importância do mérito e do esforço para construir uma carreira. Fazer o que ama é ótimo, mas não se pode ter a ilusão, ou a falsa esperança, de que basta ter a coragem de mudar para uma atividade amada que o sucesso virá a reboque.

“Gostar do que faz é essencial, mas é preciso estar muito bem preparado para que as expectativas encontrem as oportunidades”, diz Roger Ingold, presidente da consultoria Accenture, de São Paulo. Para Rafael Alcadipani, da FGV-SP, fazer o que ama é um pouco de acaso e bastante de noção sobre as próprias limitações. “Tem gente que ama tocar piano, mas nunca poderia fazer isso profissionalmente.”, diz Rafael.

Na opinião de Cal, o melhor caminho para vir a amar o trabalho é se aperfeiçoar. Primeiro, diz o professor, escolha algo interessante e que ofereça opções de crescimento conforme você for amadurecendo — uma opção mais viável do que ir em busca de um amor verdadeiro. Em segundo lugar, é importante tornar-se um profissional valioso para a empresa e na área em que atua.

“Por fim, use suas habilidades como alavanca para moldar sua carreira em direções que proporcionem satisfação no longo prazo”, afirma Cal. Esse processo leva tempo, mas, segundo o especialista, vai guiá-lo para um trabalho que você ame de forma consistente.

O trabalho ocupa, sim, uma parcela importante da vida de cada um e é fundamental buscar atividades que dão prazer. Mas tem de ser crítico nas decisões de carreira. O profissional deve afastar a ideia ingênua de que uma mudança traz felicidade.

E também deve evitar se sentir culpado ou infeliz por exercer um trabalho pouco prazeroso. Na verdade, a melhor estratégia é enxergar o trabalho como parte de um plano de vida, que tenha múltiplas fontes de satisfação além da profissional.



“Quando temos um propósito de vida bem definido, faremos coisas que verdadeiramente amamos e outras que nem tanto, mas que deverão ser realizadas com a mesma energia e dedicação para que o objetivo maior seja alcançado”, diz Carlos Morassutti, vice-presidente de recursos humanos da Volvo, de Curitiba, no Paraná. Pense nisso da próxima vez que estiver infeliz com a carreira.



Retirado da Revista Exame: http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/195/noticias/trabalho-precisa-de-amor

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

O Brasil é o país onde os profissionais mais recusam ofertas de trabalho.

O Brasil é o país onde os profissionais mais recusam ofertas de trabalho. Entenda por que isso acontece e quais critérios deveriam pautar essa decisão. Os brasileiros são os profissionais que mais recusam propostas de trabalho. Foi o que revelou uma pesquisa da empresa de recrutamento Robert Half com 1.000 diretores de RH em oito países. De acordo com o estudo, 63% dos RHs afirmam que, no Brasil, as pessoas estão mais propensas a declinar as ofertas de emprego que recebem. A título de comparação, em outros países, como a Itália, esse índice não passa de 20%.

O dado é confirmado por outro levantamento, da consultoria de recrutamento Page Personnel, segundo o qual um em cada quatro candidatos brasileiros rejeita propostas de emprego em processos seletivos. Os profissionais que mais dizem “não” são analistas e coordenadores das áreas de TI, finanças e engenharia, 
Por trás da atitude mais seletiva dos brasileiros está o quadro de escassez de mão de obra qualificada e de pleno emprego do país, realidade há alguns anos. “Hoje é o profissional quem escolhe o trabalho.
Antes, participar de um processo seletivo era um compromisso sério. E funciona como um test drive para o candidato decidir o que irá fazer”, diz Wilson Amorim, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (­FEA-USP).



O alto número de negativas por parte das pessoas na hora de avaliar uma nova proposta mostra que elas estão mais exigentes. “A proposta da concorrência terá de ser muito desafiadora e interessante para convencê-las a mudar, principalmente se forem funcionários de multinacionais”, afirma Wilson. E a tendência é que este cenário perdure.

“O mercado tem pressa e prefere contratar alguém já pronto, o que aumenta o assédio sobre os profissionais qualificados, que têm maior possibilidade de escolha”, diz James Wright, coordenador do Programa de Estudos do Futuro (Profuturo), da Fundação Instituto de Administração (FIA).

Para Roberto Picino, diretor executivo da Page Personnel­, aceitar ou não um emprego é uma decisão pessoal, mas o que vem chamando a atenção dos recrutadores, segundo ele, é a rejeição da oferta praticamente na hora de assinar o contrato com o novo patrão, após três ou quatro semanas de negociações. “Não há nada de errado em negociar, porém existe o momento certo de fazer isso. E não é na hora da contratação”, diz Roberto.

A negativa tardia reflete o impacto de uma prática que tem se tornado comum nas empresas brasileiras, a fim de não perder seu pessoal para a concorrência — a contraproposta. De acordo com a Robert Half, 74% dos empregadores do país recorrem a essa medida emergencial de retenção — sendo que um em cada cinco admite que sempre faz uso da contraproposta.

O mesmo não acontece em outras partes do mundo. “Em muitos países da Europa, se o funcionário recebe uma oferta da concorrência, a empresa diz: ‘Pode ir, eu não consigo segurá-lo’. No exterior, por causa da crise, há muita mão de obra disponível e é fácil substituir quem saiu por uma pessoa com a mesma formação, disposta a receber o mesmo salário.

No Brasil, sai mais barato para a empresa fazer uma contraproposta do que formar outra pessoa desde o começo”, afirma Danilo Hakayama, gerente da divisão de finanças e contabilidade da Robert Half, uma das áreas com maior disputa por profissionais qualificados.



E a medida tem funcionado. Ainda de acordo com o levantamento da Robert Half, a contraproposta é a maior razão para os executivos brasileiros declinarem uma oferta de trabalho, respondendo por quase 30% das justificativas.

Empresas conhecidas por formar profissionais, como a Whirlpool, ou com expertise em nichos novos do mercado, como Locaweb e Netshoes, são algumas das que têm tido de lidar com os convites frequentes a seus profissionais. Foi o que percebeu Cássio Scozzafave, de 28 anos, analista sênior de marketing de produtos na Locaweb.

O analista está na empresa há oito meses e, desde então, recebe pelo menos uma oferta por mês para mudar de emprego. “Assim que atualizei meu novo status no LinkedIn, o assédio foi brutal. Não esperava por isso”, diz. As ofertas, especialmente dos concorrentes diretos, envolvem aumento salarial entre 10% e 40%. Pelo menos por enquanto, as propostas têm sido recusadas.

“Estou no emprego há menos de um ano, mas percebo que aqui tenho suporte para chegar aonde desejo”, afirma. “Formamos profissionais em um mercado inovador, a internet, e por isso eles são tão assediados. Ainda assim, não temos um ­turnover alto”, diz Cláudia Ajbeszyc, gerente de recursos humanos da Locaweb.
Ela admite que, em alguns casos, a contraproposta se faz necessária, mas diz que a empresa prefere apostar em uma estratégia de longo prazo para manter seu quadro. “Fazemos vários programas motivacionais e temos uma política de gestão de carreira bem transparente, que mostra onde o funcionário está, aonde ele pode chegar e como fazer isso”, afirma Cláudia.

Na Whirlpool, a estratégia de retenção passa pela demonstração constante de que os talentos e os profissionais de alto desempenho são observados e recompensados. Andrea Clemente, diretora de RH da Whirlpool Latin America, explica que, a cada ano, o funcionário recebe um feedback completo desse período.

“Isso inclui metas, avaliações e revisão de remuneração. Além disso, mais de 70% de nossos executivos são pessoas da casa. Saber que há uma carreira promissora para nossos gerentes e analistas é um fator que os mantém motivados a permanecer”, diz Andrea.

Um dos empregados com quem a estratégia tem funcionado é o engenheiro de produção Renato Cerri, de 43 anos. Promovido a diretor de manufatura da Whirlpool­ em 2012, ele conta que, desde que se tornou gerente da companhia, em 2007, recebe em média seis propostas de trabalho por ano, tanto externas quanto internas.

De acordo com Renato, a decisão de permanecer na companhia deve-se ao fato de ele conseguir enxergar possibilidades de crescimento dentro da instituição. “O que me faz ficar é a formação que recebo, o espaço para desenvolver minhas capacidades e a prontidão em receber ferramentas para desenvolvê-las”, afirma o engenheiro.

Planejamento de carreira

Para quem tem de avaliar se aceita ou não uma oferta de trabalho, vale lembrar que, apesar de sedutoras, as contrapropostas podem representar armadilhas profissionais no médio prazo. Outros levantamentos feitos pela Robert Half mostram que os funcionários que aderem a elas acabam deixando a empresa, voluntariamente ou não, após um período médio de um ano.

“Quando a contraproposta é muito interessante financeiramente, as pessoas acabam esquecendo os reais motivos que as levaram a sondar o mercado, como relacionamento ruim com a chefia, falta de tempo para a vida pessoal, pressão ou falta de oportunidade de crescimento”, diz Danilo, da Robert Half.

Essas questões fatalmente continuarão a incomodar, apesar do aumento no contracheque. “Quem pensa só no agora, no dinheiro, pode acabar entrando em uma armadilha”, afirma Silvio Celestino, sócio da Alliance Coaching.

De acordo com os especialistas em carreira, a decisão de dizer “sim” ou “não” a uma oferta de trabalho deve ser baseada num planejamento profissional de longo prazo, levando em conta o que se projeta para um, cinco e até dez anos.

“Parece que a gente insiste demais nessa coisa de autoconhecimento, mas isso é necessário para evitar decisões tomadas por impulso, pensando apenas no status de algum cargo ou no salário maior”, afirma a consultora Vicky Bloch, de São Paulo



Retirado de: http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/194/noticias/por-que-eles-dizem-nao

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Você acha que está no trabalho errado?

Confira 5 sinais básicos de que você provavelmente está no lugar errado.



- Você odeia segundas-feiras.
- Você não pode/não consegue se relacionar com seus colegas de trabalho.
-“Ciúmes” descreve como você se sente em relação ao trabalho de todos os outros.
- Você está convencido de que o tempo PARA no escritório.
-Mesmo se aumentarem o seu salário, você continua querendo sair daquele lugar.



Nossas ocupações não são destinadas a nos definir. No entanto, elas naturalmente formar uma grande parte de nossas vidas. Se você sentir que não tira o máximo proveito de sua carreira,talvez seja hora de dar um salto e começar a procurar um caminho alternativo. Faça o que você ama, sempre.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Já ouviu falar da síndrome de Gabriela?

Provavelmente se você já passou dos 40, você se lembra da novela Gabriela, Cravo e Canela. Ou da protagonista: Sônia Braga. Mas o que tem a ver novela com o mundo corporativo? A novela em si quase nada, mas a música tema da trama brilhantemente escrita por Jorge Amado tem sim tudo a ver. Os versos cantados por Maria Bethânia traziam um tom brejeiro para o personagem e dizia assim: “eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim, vou ser sempre assim... Gabriela... sempre Gabriela”.

Hoje em dia no mundo coorporativo existem várias pessoas com a “síndrome de Gabriela”, quem nunca teve um amigo, um chefe, um colega de trabalho que sempre diz ou pensa desta forma: eu nasci assim, e sou mesmo assim e não mudo, não mudo e não mudo! 

De fato é difícil lidar com a mudança especialmente para algumas pessoas.  Alguns fatores que levam as pessoas a lidar de forma negativa com as mudanças. Entre estes fatores podemos citar três: a homeostase, o interesse pessoal e o pensamento de curto prazo. Uma velha frase no meio esportivo que reflete a ideia de homeostase: “um time que está ganhando não se mexe”.  Há pessoas que simplesmente não mudam por puro interesse pessoal.  O pensamento de curto prazo normalmente acomete as pessoas por falta de hábito em planejar. Enquanto há aqueles que vivem planejando e raramente fazem alguma coisa, há também outros que não pensam no futuro. 

O resultado de tudo isso é o medo! Basicamente as pessoas têm medo das mudanças por causa do medo. O medo nosso de cada dia: o medo de dar errado, o medo de não conseguir, o medo de se frustrar, o medo de arriscar, o medo do ridículo, o medo de não ser aceito, o medo de sentir medo.

Diante de tudo isso, será que é possível lidar bem com as mudanças? Claro que sim, mas para isso é preciso criar um ambiente corporativo favorável e que passa por alguns aspectos: melhorar a comunicação entre todos os níveis; fortalecer o pensamento estratégico e de longo prazo a todos os funcionários; preparar mais e melhor as lideranças; gerar oportunidades para que as pessoas tentem e participem sem o medo de punição; e fundamentalmente difundir o conhecimento, os planos de futuro e as expectativas do presente. Com estas ações é possível criar um clima interno de motivação para a mudança. 


Fonte: RH Portal - http://www.rhportal.com.br/artigos/rh.php?rh=A-Sindrome-De-Gabriela-&idc_cad=rd4jsx_sb

quarta-feira, 16 de julho de 2014

O hábito de Procrastinar

Hábito primitivo de procrastinar

A ciência mostra que procrastinar faz parte da natureza humana. Mas há maneiras de lutar contra esse hábito primitivo e terminar o trabalho no prazo. Um estudo da Universidade do Colorado, em Boulder, nos Estados Unidos, publicado em fevereiro de 2014, mostrou pela primeira vez na história que o hábito de adiar pode ter um componente genético. A notícia trouxe algum conforto para procrastinadores compulsivos, que agora podem dividir com os pais a culpa pelo mau comportamento.

Mas o grande mérito dos pesquisadores foi mostrar que esse terrível inimigo do trabalho foi aprimorado dentro de nosso DNA ao longo de milhões de anos e que não podemos nos livrar dele tão facilmente quanto pensávamos. A pergunta-chave sobre o hábito de atrasar agora mudou: se deixar para depois faz parte da natureza humana, como podemos enfrentar a leseira e concluir nosso serviço no prazo? 



De uma perspectiva da evolução humana, a procrastinação seria um subproduto da impulsividade. Os pesquisadores da Universidade do Colorado identificaram que um mesmo gene define as duas coisas. Para o homem primitivo, fazer planos de longo prazo não era tão importante quanto saciar as necessidades básicas e instantâneas de sobrevivência.

Cuidar do que acontecia no presente era muito mais importante do que pensar no futuro. Desse modo, o homem desenvolveu o instinto de reagir a estímulos imediatos mudando o foco de sua atenção. Dessa natureza surge a chave de cada adiamento: a pessoa perde a concentração na atividade que está fazendo para se preocupar com uma perturbação momentânea. O urgente supera o importante.

A vida moderna é mais bem-adaptada a metas de longo prazo. A maioria das pessoas não precisa mais caçar o alimento diariamente. Mas as tendências impulsivas ainda estão presentes e o mundo é um lugar lotado de pessoas, eventos e aparelhos que drenam a atenção de qualquer profissional.

“O grande problema é quando o adiamento prejudica a carreira, o trabalho ou os relacionamentos”, afirma o consultor Christian Barbosa, especialista em gestão do tempo, de São Paulo. Em casos extremos, a in­capacidade de cumprir compromissos no prazo estabelecido leva a pessoa a perder oportunidades de crescimento e a ser taxada de incompetente ou preguiçosa.

Mas há diferenças entre a preguiça e o adiamento. A primeira é a falta de vontade de fazer uma tarefa. Já a procrastinação é um atraso irracional de uma ação pretendida, na definição do psicólogo Piers Steel, da Universidade de Calgary, no Canadá, autor de estudos sobre o assunto e do livro A Equação de Deixar para Depois (Editora Best Seller, 2012, 35 reais). O procrastinador quer cumprir a tarefa, mas por algum motivo não consegue.



De acordo com Piers, a maioria dos adiadores vive culpada, tensa, estressada, ansiosa e com baixa autoestima por não conseguir se programar direito para fazer as coisas com antecedência, como imagina que os outros colegas de trabalho façam. Após anos de estudo, o pesquisador canadense identificou três grandes elementos que determinam a procrastinação.

“De longe, os principais motivos pelos quais adiamos as coisas são falta de confiança, achar a tarefa chata ou pouco prazerosa e a distração provocada pela impulsividade”, afirma Piers. O último item ajuda a entender por que uma pessoa pode se desviar até de coisas que gosta de fazer.

A ideia de que a maturidade ajuda a combater a procrastinação é apenas parcialmente verdadeira. Um profissional experiente pode ter aprendido a controlar distrações de modo a se manter focado no serviço, mas isso nunca será completamente verdade.

“Todo mundo tem suas armadilhas, e isso vale tanto para o estagiário quanto para o presidente”, diz o headhunter André Caldeira, diretor da Proposito, empresa de seleção de executivos de Curitiba, que entrevistou vários gestores sobre o assunto.

O papel de cada um

Cada pessoa tem um padrão próprio para deixar as coisas para depois. Não há como afirmar categoricamente que alguém está procrastinando, só é possível suspeitar. Há situações em que um procrastinador diz que a inércia é uma escolha racional.
“Uns trabalham menos para passar mais tempo com a família. Mas isso depende dos valores de cada um. O único que pode afirmar com certeza se está adiando ou não é o pro­crastinador”, diz Piers. Agora que já ficou claro que todo mundo adia seus compromissos de alguma maneira, está na hora de controlar os instintos para viver menos tenso.


Retirado de: http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/193/noticias/controle-os-ponteiros