quarta-feira, 30 de julho de 2014

Já ouviu falar da síndrome de Gabriela?

Provavelmente se você já passou dos 40, você se lembra da novela Gabriela, Cravo e Canela. Ou da protagonista: Sônia Braga. Mas o que tem a ver novela com o mundo corporativo? A novela em si quase nada, mas a música tema da trama brilhantemente escrita por Jorge Amado tem sim tudo a ver. Os versos cantados por Maria Bethânia traziam um tom brejeiro para o personagem e dizia assim: “eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim, vou ser sempre assim... Gabriela... sempre Gabriela”.

Hoje em dia no mundo coorporativo existem várias pessoas com a “síndrome de Gabriela”, quem nunca teve um amigo, um chefe, um colega de trabalho que sempre diz ou pensa desta forma: eu nasci assim, e sou mesmo assim e não mudo, não mudo e não mudo! 

De fato é difícil lidar com a mudança especialmente para algumas pessoas.  Alguns fatores que levam as pessoas a lidar de forma negativa com as mudanças. Entre estes fatores podemos citar três: a homeostase, o interesse pessoal e o pensamento de curto prazo. Uma velha frase no meio esportivo que reflete a ideia de homeostase: “um time que está ganhando não se mexe”.  Há pessoas que simplesmente não mudam por puro interesse pessoal.  O pensamento de curto prazo normalmente acomete as pessoas por falta de hábito em planejar. Enquanto há aqueles que vivem planejando e raramente fazem alguma coisa, há também outros que não pensam no futuro. 

O resultado de tudo isso é o medo! Basicamente as pessoas têm medo das mudanças por causa do medo. O medo nosso de cada dia: o medo de dar errado, o medo de não conseguir, o medo de se frustrar, o medo de arriscar, o medo do ridículo, o medo de não ser aceito, o medo de sentir medo.

Diante de tudo isso, será que é possível lidar bem com as mudanças? Claro que sim, mas para isso é preciso criar um ambiente corporativo favorável e que passa por alguns aspectos: melhorar a comunicação entre todos os níveis; fortalecer o pensamento estratégico e de longo prazo a todos os funcionários; preparar mais e melhor as lideranças; gerar oportunidades para que as pessoas tentem e participem sem o medo de punição; e fundamentalmente difundir o conhecimento, os planos de futuro e as expectativas do presente. Com estas ações é possível criar um clima interno de motivação para a mudança. 


Fonte: RH Portal - http://www.rhportal.com.br/artigos/rh.php?rh=A-Sindrome-De-Gabriela-&idc_cad=rd4jsx_sb