Frequentemente me deparo com clientes
reclamando da alta rotatividade que tem em suas empresas e por outro lado
escuto um discurso frequente dos candidatos a uma vaga de emprego solicitando
oportunidades que lhe deem segurança e uma possibilidade de estabilidade e
crescimento.
Não é estranha essa constatação? De um lado as
empresas buscam colaboradores estáveis e de outro lado candidatos buscando
empregos estáveis. Os dois lados não estão em busca da mesma coisa? A resposta
é sim, porém empregado e empregador não estão alinhados em seus objetivos. De
um lado empresas buscam funcionários prontamente qualificados para
desempenharem determinada função e “ponto”. Do outro lado candidatos buscam
além de um emprego que lhe pague um salário digno, um ambiente de trabalho
agradável, boas ferramentas de trabalho, possibilidade de aprendizado,
programas de benefícios e principalmente um plano de carreira com
possibilidades de crescimento.
Em nossas entrevistas de desligamento e de
emprego constatamos como as principais causas que atingem o indicador de
rotatividade, algumas questões como:
- Conflitos internos;
- Cultura da empresa;
- Empresas não cumprem com a proposta inicial
de trabalho;
- Falta de possibilidade de crescimento;
- Status da empresa;
- Questões salariais;
- Tédio na execução das tarefas;
- Falta de treinamento;
- Reconhecimento profissional.
Com base em todas essas informações os
empresários e até mesmo os profissionais da área de RH devem analisar todo o
processo de introdução e desenvolvimento de um funcionário na organização. Para
isso se faz necessário um processo assertivo de recrutamento e seleção, sempre
levando em consideração habilidades técnicas e comportamentais; integração aos
demais colaboradores, clientes e fornecedores; treinamentos e programas de
motivação constantes.
Já os candidatos a uma vaga de emprego, também
tem um papel fundamental nesses indicadores de rotatividade. Minha sugestão é
que as pessoas analisem além do salário todos os outros fatores que consideram
importantes antes de aceitar uma oferta. Caso um candidato aceite uma
oportunidade apenas pelo salário, com certeza em um breve espaço de tempo ele
estará em busca de novas vagas do mercado.
Por fim, as nossas empresas devem fazer com
que seus colaboradores se sintam parte fundamental dentro das organizações e
não apenas mais um que está cumprindo tarefas e horário. As pessoas estão em
busca de oportunidades que lhe ofereçam um pacote de possibilidades como
salário, motivação, reconhecimento profissional e aperfeiçoamento técnico. E o
mais importante de tudo é os empresários entenderem que a perda de pessoas
significa perda de conhecimento, de capital intelectual, de inteligência, de
entendimento e domínio de processos, perda de conexões com os clientes, de
mercado e de negócios.
Adélia Tabaczinski dos
Santos - CRA/SC
19804
Diretora Competenza
Consultoria e Recursos Humanos
