segunda-feira, 21 de maio de 2012


A importância da seleção por competências


Os melhores currículos nem sempre são os melhores profissionais. Uma prova disso é a pesquisa realizada recentemente por Daniel Goleman, psicólogo e escritor renomado, autor do best-seller "Inteligência Emocional", sobre fatores que mais prejudicam o desempenho dos executivos nas empresas. O resultado não podia ser diferente: a maioria das demissões está ligada a fatores comportamentais.

As principais deficiências encontradas por Goleman envolvem as seguintes áreas:

1. flexibilidade: dificuldade em se adaptar a mudanças na cultura organizacional ou ao receber feedbacks;

2. vínculos: profissionais muito críticos, insensíveis ou exigentes e distantes das pessoas com quem trabalham;

3. autocontrole: pouca capacidade de trabalhar sob pressão, com tendência ao isolamento ou a explosões de raiva por não suportar situações de tensão ou crise;

4. responsabilidade  (ou falta de): não assumir erros ou reagir defensivamente, culpando os outros;

5. generosidade: profissionais gananciosos, dispostos a levar vantagem à custa dos outros, não se mostravam íntegros ou atentos às necessidades dos subordinados e colegas;

6. habilidades sociais: falta de empatia e sensibilidade; eram mais propensos a intimidar, a enganar e a manipular os subordinados, além de cáusticos e arrogantes;

7. respeito e cooperação: dificuldade em construir uma rede de relacionamentos de colaboração e eliminar a diversidade, buscando homogeneizar o grupo.

Os fatores citados por Goleman são essenciais para o bom desempenho de qualquer profissional e de qualquer empresa.  Por isso, a seleção por competências tem sido adotada por um número cada vez maior de organizações.

Uma das maiores preocupações das empresas é evitar o turnover, ou a alta rotatividade de profissionais. Além de evitar gastos nas contratações inadequadas, o fato de pôr a pessoa certa no lugar certo também livra a empresa de despesas com futuras contratações, evita prejuízos operacionais, e garante maior satisfação no trabalho.

Hoje nas seleções para contratações se valorizam mais as características pessoais do indivíduo do que as técnicas. As pessoas mais procuradas são as competentes com habilidades técnicas, políticas e comportamentais que atinjam resultados, compartilhem valores, planejem, liderem, organizem, controlem e satisfaçam os requisitos na execução de seu papel na empresa. Identificando as competências se tem a pessoa certa, para o lugar certo, o momento certo e, dessa forma, é possível evitar o desgaste, já que se economiza tempo e dinheiro. A seleção por competências, no entanto, deve ser feita criteriosamente e por profissionais qualificados.


Fonte: http://www.rhcentral.com.br/artigos/artigo.asp?interesse=7&cod_tema=1817