Especialistas dizem que o vídeo-currículo
não substitui o currículo tradicional e a
entrevista pessoal, mas sim serve como
mais uma ferramenta no processo de seleção
Foto: Shutterstock
Comum nos Estados Unidos, o vídeo-currículo ainda engatinha nos processos de
seleção no Brasil. A modalidade, no entanto, já tem sido utilizada no País em áreas
de trabalho que requerem profissionais criativos, como comunicação, em seleção
de vagas para jovens, como trainees, e em seleção de empresas ligadas ao setor
de tecnologia, de acordo com especialistas em recrutamento.
O objetivo do vídeo-currículo é mostrar ao recrutador quem é o candidato de uma
maneira mais clara do que o descrito no papel. “O vídeo é como um trailer de quem
é o candidato”, diz Erica Isomura, especialista em Recursos Humanos (RH) do site
de recrutamento Vagas. “O principal ganho para o recrutador é ter na sua frente algo
menos frio do que um papel.”
Essa modalidade de currículo não tem o objetivo de substituir outras etapas do
processo de seleção – como o currículo tradicional e a entrevista. “O currículo em
vídeo tende a ser, ao longo do tempo, uma ferramenta importante antes de decidir
qual candidato convidar para uma etapa presencial [de seleção] ou até mesmo um
complemento na análise do perfil do profissional”, afirma Roberto Cunha, diretor-executivo
da Hiring, consultoria especializada em recrutamento e seleção de pessoas.
Cunha explica que em mercados como os Estados Unidos o vídeo-currículo tem o
papel de aumentar a produtividade da empresa, diminuindo o tempo gasto num
processo seletivo, e reduzir os custos com a seleção evitando viagens desnecessárias
ou até mesmo contato com candidatos que não tenham o perfil desejado pela
empresa.
Dependendo da área de trabalho, apresentar um vídeo-currículo pode ser um diferencial
para o selecionador. “É uma grande tendência e pode ser considerado um diferencial
muito interessante para o profissional que quer se destacar de forma criativa, mas
ainda alinhada com os padrões do mercado de trabalho”, diz Angélica Nogueira,
gerente de RH da Catho.
Confira dicas dos especialistas do Vagas, da Hiring e da Catho para ter um bom
desempenho em frente à câmera:
Pesquisa
Já sabe o que vai dizer no vídeo, onde vai gravar e o que vestir? Tudo isso deve
Aparecer em frente à câmera lendo um papel está descartado. O candidato precisa
Especialistas recomendam que o vídeo não tenha mais do que dois minutos. O ideal
Antes de sair vestindo terno e gravata é bom conhecer a empresa a qual está
Tenha cuidado com os aparelhos utilizados para filmagem. Verifique se a câmera
O ambiente de gravação deve ser bem iluminado, silencioso e organizado.
Lembre-se de que a linguagem não verbal também transmite sinais sobre quem você
Para quem se sentir incomodado em gravar um vídeo, especialistas recomendam
Vale a pena fazer um vídeo-currículo mesmo se a empresa não pedir?
Um currículo com erros de gramática já é ruim. Um vídeo-currículo com o
Aparecer em frente à câmera lendo um papel está descartado. O candidato precisa
Especialistas recomendam que o vídeo não tenha mais do que dois minutos. O ideal
Antes de sair vestindo terno e gravata é bom conhecer a empresa a qual está
Tenha cuidado com os aparelhos utilizados para filmagem. Verifique se a câmera
O ambiente de gravação deve ser bem iluminado, silencioso e organizado.
Lembre-se de que a linguagem não verbal também transmite sinais sobre quem você
Para quem se sentir incomodado em gravar um vídeo, especialistas recomendam
Vale a pena fazer um vídeo-currículo mesmo se a empresa não pedir?
Um currículo com erros de gramática já é ruim. Um vídeo-currículo com o
ser decidido após fazer uma ampla pesquisa sobre a empresa. O candidato deve
conhecer o mercado de atuação dela e os seus concorrentes, bem como o momento
atual da companhia.
Texto
instigar o selecionador a querer conhecê-lo. Uma dica é escrever um roteiro e se
fazer as seguintes perguntas: “O que quero passar para o selecionador?” e “o que
eu posso contar?”. Basicamente, o objetivo é instigar o selecionador a conhecê-lo.
Duração
é que tenha cerca de um minuto. E fique atento: os segundo iniciais precisam ser
interessantes, para que o recrutador mantenha a atenção ao vídeo.
Vestimenta
concorrendo a uma vaga. O traje não pode fugir do contexto da empresa. Quando
se decide fazer um vídeo-currículo, se quer passar um pouco de sua própria
identidade. Portanto, não disfarce.
Tecnologia
(ou webcam) está funcionando direito e se a captação de áudio do microfone está
adequada. Portanto, não deixe para a última hora e correr o risco de algo não
funcionar como deveria.
Ambiente
Certifique-se de que não haja distrações ao redor. O candidato precisa ser o centro
das atenções.
Postura
é. Portanto, a postura em frente à câmera deve ser de confiança, sem se deixar
intimidar pelo objeto, e com um tom de voz adequado.
Dificuldade com a câmera
que o candidato deve ter clareza sobre o que quer passar ao selecionador. Não
tenha receio de treinar na frente do espelho e repetir até ficar bom. Se gravou e o
vídeo não ficou bom, grave de novo. Treine o que vai dizer até que realmente se
torne espontâneo.
É bom ir com calma. Uma empresa muito tradicional pode não gostar da iniciativa.
Primeiramente, o vídeo precisa ser bem feito para não ter um efeito contrário ao
desejado. Sobretudo, o candidato deve entender se a empresa está aberta a essa
modalidade. Nunca é tarde lembrar que esse tipo de currículo ainda busca o seu
espaço no Brasil.
Erros que podem custar uma vaga
candidato falando de maneira errada pode ser pior. Expressões confusas também
podem custar caro. A comunicação no vídeo deve ser precisa. Também é bom não
aparecer nervoso ou usar frases prontas. E tenha cuidado com a postura corporal
e a qualidade da gravação.
Retirado de: http://economia.terra.com.br/precisa-de-video-curriculo-veja-10-dicas-
para-preparar-um,94eb30a838f57410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html