As empresas e os profissionais
vivem em um ecossistema altamente mutante. Nesse cenário, quem não evolui
desaparece.
A natureza sofreu, ao longo
desses 4,5 bilhões de anos, que é a idade da Terra, uma imensa quantidade de
mudanças. Até hoje as observamos. Mudanças climáticas, acomodação das placas da
crosta terrestre, temperaturas aumentando em alguns lugares e diminuindo
em outros, alterações na vegetação, florestas que viraram desertos, orlas que
se transformaram em montanhas. O processo continua. Não acabou, não.
E os animais, como ficaram nessa
história? Bem, aqueles que, por acaso, eram possuidores de uma estrutura
genética que lhes permitiu sobreviver à mudança permaneceram. Os que não tinham
essa possibilidade, azar deles, desapareceram. E foram a maioria.
Daí para frente, a estrutura
orgânica que permitiu a sobrevivência de alguns foi repassada para os descendentes,
e logo todos tinham essa característica. A essa incorporação de vantagens
competitivas, Darwin chamou de evolucionismo.
Ora, as empresas e os
profissionais também vivem em um ecossistema altamente mutante: o mercado.
E todos os dias ele apresenta novidades. Novas técnicas e tecnologias, novas
exigências do consumidor e, o mais grave, novos concorrentes. Nesse cenário, a
empresa que não evoluir desaparecerá — é a lei da vida. Às vezes não deixa nem
pegadas.
Entretanto, há uma diferença
entre o evolucionismo da natureza e o das empresas. Na natureza o evolucionismo
deriva da necessidade de sobrevivência e do acaso da recombinação genética. No
caso da sociedade humana e suas partes — a empresa é uma dessas partes —, o
evolucionismo tem de derivar da decisão (e não apenas da necessidade) e da
inteligência (nunca do acaso).
Evoluir significa aprimorar o que
se faz, mas também quer dizer estar atento para fazer coisas novas. Ninguém
sabe hoje quem fazia a melhor máquina de escrever, o carburador mais perfeito,
o melhor bico de gás para iluminação pública.
Para quê? Esses objetos que foram
muito úteis no passado foram substituídos por novidades tecnológicas muito mais
avançadas. São apenas três exemplos, mas há milhares de outros, e não só na
tecnologia, também nos serviços e na gestão.
A lição que fica é: evoluir é
fundamental à sobrevivência. Parece difícil? Pode ser, mas é necessário que se
compreenda esse princípio. Quem não evolui está fora do jogo. Os dinossauros
corporativos tendem a desaparecer.
Retirado de: http://exame.abril.com.br./revista-voce-sa/edicoes/179/noticias/evoluir-e-fundamental-para-sobreviver-na-carreira
